Decisão da UE de vetar o agro brasileiro pode impactar a soja?

A comissão da União Europeia (UE) anunciou na semana passada que deve proibir a importação de produtos do agro ligados ao desmatamento ilegal e à degradação florestal. A soja, que nos dez primeiros meses de 2021 teve 81,9 milhões de toneladas exportadas, está na lista de produtos vetados.

No ano de 2006, o Greenpeace publicou um relatório que mostrava um avanço na produção de soja na região da Amazônia como promotora de desmatamento. Na época, o setor recebeu acusações da sociedade civil e do mercado internacional. Esse movimento pressionou as tradings para que implementassem medidas de sustentabilidade.

Em 24 de julho de 2006, a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) se comprometeram a não comprar soja que viesse de áreas com registros de desmatamento dentro da Amazônia Legal. O pacto ficou conhecido como Moratória da Soja.

De acordo com Sérgio Mendes, presidente da Anec, essa medida da União Europeia não deve impactar a cultura, pois o setor já pratica de forma rigorosa a Moratória da Soja. “Eu não vejo outro programa no mundo mais sério do que o nosso. É feita visualização através de satélite, depois visita local e auditoria em cima da empresa”, comenta.

A Moratória da Soja foi considerada pela revista BioScience, da Oxford Academic, um programa com credibilidade para o desmatamento ilegal. “Para a Oxford achar que é um programa sério é porque é sério de fato. E tem todo esse tempo de vida”.

Os representantes do programa se reúnem mensalmente com ONGs internacionais interessadas no assunto. “E quando se revela alguma coisa, se vai lá [fiscalizar] pessoalmente. Além disso, as empresas nossas têm que apresentar uma auditoria todos os anos provando que em nenhum momento alguém comprou de produtor que tenha desmatado”, finaliza.

Fonte: Canal Rural
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